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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Semana do Audiovisual começa amanhã


De 25 a 30 de outubro, Porto Alegre realiza sua primeira SEDA – Semana de Audiovisual, com mostra de documentários, debates, video-conferência e oficinas de VJ, cobertura colaborativa e videoclipe. A SEDA é um festival integrado de cinema, realizado pelo Circuito Fora do Eixo em cerca de 40 cidades do Brasil. A programação é toda gratuita e terá um debate sobre cinema online e uma vídeo conferência.

A professora do curso de Audiovisual da ULBRA, Gabriela Almeida fará duas participações na SEDA: na curadoria da Mostra de Curtas, junto com Jamer Guterres de Mello, e no Debate sobre Cinema Online. A mostra acontece na terça-feira, 25 de outubro, às 21h, no Espaço 512 (Rua João Alfredo, 512, Porto Alegre). Serão exibidos três curtas-metragens de coletivos nacionais de produção audiovisual independente, "A Felicidade dos Peixes" (PB), "Raimundo dos Queijos" (CE) e "Sweet Karolynne" (PB). O debate acontece no sábado, dia 25 de outubro, das 15h às 17h, na Casa de Cultura Mário Quintana (Rua dos Andradas, 736, Porto Alegre). No debate estarão presentes Daniel Villaverde, Luiz Alberto Cassol, Jamer Guterres de Mello, Gabriela Machado Ramos de Almeida e Tassio Lopes (Gestor do Clube de Cinema Fora do Eixo).

Mais informações sobre a SEDA podem ser obtidas no blog da semana.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Sociedade e Tecnologia é tema de palestra na Semana Acadêmica das Ciências Sociais na ULBRA

Na noite da última quinta-feira, dia 24 de setembro, às 19h30 no auditório do prédio 14 na Ulbra, ocorreu o terceiro dia de debates da I Semana Acadêmica de Sociais Aplicadas. Com o tema “Novas Tecnologias”, a doutoranda em Comunicação e Informação, Maria Clara Aquino, falou sobre as tecnologias e práticas sociais; a também doutoranda em Informática na Educação, Adriana Kampf, falou sobre as tecnologias educacionais; e o pós-doutor em Biossemiótica pela Universidade de Kassel, na Alemanha, e atual coordenador do curso de Letras da Ulbra, Edgar Kirchof. Guilherme Baumhardt, editor-chefe e apresentador da Rádio Band News FM, foi o mediador do debate. Foram abordados os temas: os avanços tecnológicos, a inclusão digital, as relações de trabalho e as diferentes mídias.

Maria Clara Aquino falou também sobre o impacto da internet na comunicação, que gera a criação de novos cursos, novos currículos e também novos profissionais. “Dentro da internet temos a mistura de vários formatos, dentro de um site temos o opção de ver um vídeo, ter acesso ao áudio de um determinado tema, e também as fotos”. Aquino diz ainda que, o internauta hoje é um emissor. De acordo com a doutoranda em comunicação e informação na UFRGS, hoje em dia, a mensagem é quem define o meio.

Adriana Kampf iniciou o debate dizendo que é necessário “aproximar os infoexcluídos dos infoincluídos”. Kampf diz que a geração de hoje está muito evoluída digitalmente. “Os computadores nas escolas tem duas funções: incluir o aluno no mundo digital; e dar mais suporte no aprendizado”.

“A informação recebida altera as práticas sociais”, foi com essa frase que Edgar Kirchof deu início ao debate. Kirchof falou dos processos de comunicação desde a antiguidade até hoje. “A cultura escrita se tornou forte quando os livros se tornaram populares, com o surgimento da imprensa, e foi essa que influenciou profundamente os atos da sociedade”. Poemas que antes eram escritos à mão e ficavam somente no papel, agora são colocados em softwares que permitem a interatividade do leitor com a obra. “Antigamente, histórias eram contadas para multidões. Hoje em dia, com os livros, por exemplo, cada um lê a história na hora que quiser”, explica o coordenador do curso de Letras da Ulbra.

Ao serem questionados sobre como lidar com a superexposição virtual, Aquino disse que de uma forma ou de outra as pessoas acabam expostas. “Devemos ter muito cuidado com o que publicamos, pois é muito difícil evitar que isso se espalhe na rede”. Kampf falou que não há como dar conta, e acredita que é necessário procurar a lei. “A internet não é uma terra sem lei, é possível rastrear IPs, por exemplo”. Kirchof resumiu sua resposta em uma frase, “a velocidade da informação gera uma grande preocupação na população”.

Outra questão levantada pelo mediador foi se a tecnologia realmente ajuda no aprendizado das crianças. Kampf disse que ajuda muito, porque existem muitos programas para isso. “Programas que despertam todas as áreas sensoriais das crianças. Os pequenos já nascem com um raciocínio para as novas tecnologias, o que nos resta é orientá-los”. Kirchof citou que sempre que surge uma nova mídia, gera-se uma discussão em torno dela. “Alguns criticam a televisão, outros a internet, até os gibis já foram criticados que seria maléficos para as crianças. Mas eu acredito sim que a internet pode auxiliar no aprendizado”. Já Aquino disse que o uso de mensagens instantâneas e as novas formas de escrever no mundo virtual afetam essa nova geração digital. “A criança já entra numa geração digital sem conhecer as mídias antigas. É necessário apresentá-las ao que já foi usado em outras épocas”.

Vale lembrar que no dia 22, o tema central foi “Violência”, debatido pelo Sociólogo da FEBEM/FASE Alceu Escobar, o delegado da Polícia Civil Andrei Vivan e o secretario adjunto da Segurança Pública em Canoas, Eduardo Pazinato. Tendo como mediador o repórter da rádio Gaúcha, Jocimar Farina. No dia 23, o tema abordado foi “Meio Ambiente”, que contou com o professor de pós-graduação em Direito Ambiental da UCS e da Feevale, Jackson Muller; o mestre em Administração e em Gestão e Auditoria Ambiental, Volnei Correa; e o coordenador do curso de Ciências Biológicas da Ulbra, Marcos Machado. O mediador foi o professor de Comunicação Social da Ulbra e presidente da TVE, Ricardo Azeredo.

Rodrigo Saldanha da Silva

Ciências Sociais discute criminalidade

O tema iniciou série de debates na Ulbra

Iuri Ramos
Fotos: Arthur Tietze

Na terça-feira, dia 22, começou a I Semana Acadêmica de Ciências Sociais Aplicadas com o objetivo de trazer à comunidade acadêmica discussões relevantes para a sociedade e que frequentemente são tema do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes – ENADE.



O primeiro dia de palestras teve as participações do delegado de polícia Andrei Vivan, do sociólogo da Fundação de Atendimento Sócio-Educativo, Alceu Escobar e do secretário adjunto de segurança pública de Canoas, Eduardo Pazinato, com a mediação do jornalista da Rádio Gaúcha, Jocimar Farina.

O debate iniciou com as considerações de Vivan que listou os inúmeros tipos de violência como: familiar, verbal, social, entre outros, mas preferiu se concentrar na questão da criminalidade. “O Brasil é um país com diferenças sociais muito grandes e a criminalidade sempre provocou uma preocupação muito forte”, declarou.

Para Escobar, é o Estado que falhou na luta contra a criminalidade, afirmando a total falência do sistema prisional brasileiro. Também atribuiu à mídia parte da culpa pelo sentimento de insegurança que, segundo ele, espalha notícias de forma desproporcional: “As notícias de crimes em São Paulo não deveriam chegar aqui, porque confundem a população”.

Pazinato mostrou que a sociedade tenta resolver o problema da criminalidade a partir de duas posturas definidas: a repressão simplesmente e a política institucional acompanhada de um programa de ressocialização. Quanto à estrutura policial, nesse processo, Pazinato lamenta que apenas 24 municípios gaúchos possuem guardas municipais, para ele ferramentas indispensáveis no sistema de segurança pública, pela sua proximidade com a população. “Lamentavelmente o processo que desmilitarizou as polícias também as afastou da comunidade”, queixou-se.

A participação da plateia foi maciça. Além de lotar as dependências do auditório, dirigiu aos palestrantes um grande número de perguntas que demonstraram interesse e preocupação com a questão da criminalidade.