A Secretaria de Políticas para Mulheres do Governo Federal pediu ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) a suspensão da campanha publicitária "Hope ensina", que traz a modelo Gisele Bündchen mostrando a "melhor maneira" de contar más notícias ao marido.
Primeiro, Gisele aparece usando roupas normais para falar, por exemplo, que bateu o carro. A estratégia é classificada como "errada" e em seguida a forma "correta" é mostrada: a modelo repete a notícia, usando apenas lingerie. "Você é brasileira, use seu charme", conclui a peça publicitária, que está no ar desde o último dia 20.
A secretaria afirma ter recebido manifestações de indignação contra a peça. Foram enviados dois ofícios – um ao Conar, pedindo a suspensão da propaganda, e outro ao diretor da Hope Lingerie, Sylvio Korytowski, manifestando repúdio à campanha.
Para a secretaria, "a propaganda promove o reforço do estereótipo equivocado da mulher como objeto sexual de seu marido e ignora os grandes avanços que temos alcançado para desconstruir práticas e pensamentos sexistas".
A Secretaria de Políticas para Mulheres também diz acreditar que o comercial reforça a discriminação contra a mulher, o que infringe a Constituição Federal.
A resposta encaminhada pela Hope à secretaria, informa que o objetivo da campanha é "mostrar, de forma bem-humorada, que a sensualidade natural da mulher brasileira, reconhecida mundialmente, pode ser uma arma eficaz no momento de dar uma má notícia".
A empresa nega que tenha tido intenção de parecer "sexista". "Bater o carro, extrapolar nas compras ou ter que receber uma nova pessoa em sua casa por tempo indeterminado são fatos desagradáveis que podem acontecer na vida de qualquer casal, seja o agente da ação homem ou mulher."
A nota da empresa diz ainda que a escolha de Gisele, brasileira bem sucedida internacionalmente, foi "exatamente para evitar que fôssemos analisados sob o viés da subserviência ou dependência financeira da mulher".
A assessoria da empresa diz que a campanha será mantida no ar e que a Hope está em contato com o governo para esclarecer as polêmicas levantadas.
Veja uma das peças da hope:
Fonte: Coletiva
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sexta-feira, 30 de setembro de 2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
Propagandas sobre sustentabilidade têm novas regras
Conforme o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), a palavra sustentabilidade não poderá mais ser usada de forma aleatória na publicidade. A partir de agosto, as propagandas deverão obedecer a critérios de "veracidade, exatidão, pertinência e relevância". Para a entidade, informações divulgadas sobre o tema em anúncios devem ser passíveis de verificação e comprovação, não cabendo "menções genéricas e vagas". Anúncios que estimulem o desrespeito ao ambiente de forma direta ou indireta também serão condenados pelo Conar. As novas regras incluem todos os meios de comunicação, inclusive a internet.
O objetivo da regulamentação é reduzir o espaço para usos do tema sustentabilidade que, de alguma forma, possam banalizá-lo ou confundir os consumidores. "As informações devem ter relação com os processos de produção e comercialização de bens e serviços anunciados e o benefício apregoado deve ser significativo, considerando todo o seu ciclo de vida", declarou o Conar em comunicado.
Fonte: Coletiva.net
O objetivo da regulamentação é reduzir o espaço para usos do tema sustentabilidade que, de alguma forma, possam banalizá-lo ou confundir os consumidores. "As informações devem ter relação com os processos de produção e comercialização de bens e serviços anunciados e o benefício apregoado deve ser significativo, considerando todo o seu ciclo de vida", declarou o Conar em comunicado.
Fonte: Coletiva.net
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